Entrega por aplicativo pode ficar mais cara com regulação? Entenda propostas do governo e das empresas

Governo quer valor mínimo para entrega de R$ 10, relator vai propor R$ 8,50; empresas não querem tabelamento e dizem que os entregadores ganharão menos e a entrega vai aumentar.
Projeto que regulamenta trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo avança na Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar até o próximo mês, no plenário da Casa, o projeto que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativos.
Proposta segue cercada por divergências
A proposta está rodeada de divergências entre o Legislativo, o Executivo e o setor empresarial. Na semana passada, uma reunião de ministros do governo com Hugo Motta e deputados envolvidos na elaboração do projeto terminou sem acordo.
O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), afirma que a falta de consenso está no valor mínimo a ser pago por entrega. A última versão do texto, apresentada em dezembro de 2025, previa o valor mínimo de R$ 8,50 por entrega.
Governo defende valor maior por entrega
O governo, por sua vez, defende o valor mínimo de R$ 10,00 por entrega, com acréscimo de R$ 2,50 por quilômetro adicional.
Já representantes de empresas afirmam que as divergências vão além da discussão sobre o valor mínimo e argumentam que as mudanças propostas pelo governo e pelo Congresso podem inviabilizar o serviço, além de elevar os custos da operação.
Debate opõe trabalhadores, governo e empresas
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que está sendo feito um “terrorismo econômico que busca atacar qualquer ganho dos trabalhadores”.
Em contraponto, o vice-presidente de relações institucionais da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), Marcelo Ramos, defendeu o que chamou de “realismo econômico”.
Informações falsas circularam nas redes
Após a reunião de Hugo Motta com ministros, começaram a circular nas redes sociais publicações alegando que o governo Lula “quer taxar entregadores de aplicativo em R$ 10 por corrida”. Essa informação é falsa.
Também nas redes sociais, integrantes da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG), publicaram vídeos relacionando a aprovação do projeto ao aumento do valor pago por serviços de entrega de comida, como o iFood.
O que isso pode impactar no food service
Para restaurantes, lanchonetes, pizzarias, hamburguerias e outros negócios de delivery, qualquer mudança na regulamentação dos aplicativos pode afetar diretamente o custo da operação, a logística das entregas e a margem de lucro.
Por isso, acompanhar esse debate é essencial para quem depende de pedidos online e quer manter a operação organizada, lucrativa e preparada para mudanças no mercado.
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